sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Santa Rede


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quanto em dinheiro público é gasto no Hospital Maria de Nazareth?

A minha tentativa de informar aos leitores de forma superficial os valores, principalmente, públicos, que circulam nos hospitais em Barra do Piraí, esbarrou na primeira muralha criada para esconder de todas as maneiras como é empregada à verba da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

Após o primeiro encontro com a diretoria da Santa Casa, que abriu o jogo sobre suas receitas e despesas, no Hospital Maria de Nazareth, os diretores Márcio e Manoca arrumaram mil desculpas para evitar o encontro comigo e consequentemente algumas perguntas, que a bem da verdade, deveriam ser obrigatórias haja vista que estamos falando sobre um hospital recentemente auditado por suspeitas de internações clínicas e cirúrgicas “fantasmas” e também por denúncias sobre valores, supostamente, recebidos em dinheiro e sem recibos de pacientes do SUS. Por causa dessas denúncias a ex-secretária de Saúde, Sheila Filgueiras, abriu uma sindicância que foi parar na lata do lixo após a sua exoneração.

Não faz muito tempo que nós ouvíamos falar sobre os problemas financeiros no Hospital Maria de Nazareth, até mesmo os salários e honorários médicos atrasavam. E foi assim que surgiu a maravilhosa panaceia em administração de hospitais locais conhecida como gestão compartilhada com a Secretaria de Saúde de Barra do Piraí. Então, todos os problemas desapareceram como num passe de mágica e com a chegada de um diretor nomeado pela secretária de Saúde, tudo está devidamente camuflado para esconder a realidade da população sobre verbas públicas da Saúde.

Estou apurando e vou procurar o médico Tufi Melhem, antigo diretor. Não sei se ele vai querer falar, mas, soube que Tufi deixou R$ 1,5 milhão em caixa e que foi proibido até de entrar no Hospital Maria de Nazareth.

Vou procurar também o vereador Pedrinho ADL, que preside a comissão de Saúde na Câmara para ver se eu consigo da publicidade ao destino da verba pública, assim como determina a Constituição Federal.

Não é preciso me receber se não quiserem.  Também não é de meu agrado.


Podem informar pelo email Jeff.bp@terra.com.br.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pezão adota governo itinerante


O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) quer levar o Palácio das Laranjeiras para todo o Estado do Rio. Adotando o governo itinerante, Pezão percorrerá os municípios fluminenses, pelos menos três vezes na semana, despachando e tomando decisões importantes diretamente ligadas às localidades visitadas.


                                                  

Copa 2014


Andres Sanches acabou de dizer que o Corinthians não tem culpa se os torcedores brigam e que o clube não pode ser responsabilizado se no Brasil só tem bandidos, inclusive ele, é claro.

Central Parque prossegue tirando o sono dos compradores

Há pelo menos 6 meses o Juiz de Direito, Dr. Hindenburg Brasil - sobre quem eu já ouvi falar muitíssimo bem! - oficiou à Delegacia de Polícia e ao Ministério Público para as devidas apurações no caso Central Parque e até hoje nenhum retorno dos órgãos acionados foi dado.

Seis meses! Fazem seis meses que o Dr. Hindenburg Brasil oficiou a DP e o MP e enquanto isso muita gente, mas muita gente mesmo, se desespera com perdas em valores que representam suas vidas inteiras.


Existe a hipótese de amadorismo, não afasto, mas, existe a de golpe também, que fica bastante acentuada quando se pode ler no cartaz do empreendimento os financiamentos da Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, sem qualquer convênio entre o empreendimento e o programa federal.

Um comprador me disse que acreditou porque o advogado do empreendimento era também Procurador da Prefeitura de Barra do Piraí.

Eu acho que agora vai andar.

No Brasil é assim, não adianta encontrar o "monte", tem que atirá-lo em direção contrária ao ventilador.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Transparência: quanto a Santa Casa arrecada e gasta mensalmente?

Waldyr Adão, Lúcia Teixeira e Rudney Moreira.

Já que a Saúde é sempre prioridade nos palanques, não custa conhecer os hospitais e hoje eu fui até a Santa Casa de Barra do Piraí – Casa de Misericórdia Santa Rita de Cássia.

Recebido pelo provedor e médico Rudney Dantas Moreira, gestor Waldyr de Castro Adão e tesoureira Lúcia Teixeira dos Santos, pude conhecer um pouco sobre os valores que circulam no maior hospital de Barra do Piraí, privilegiado em localização, espaço físico e acomodações, que poderiam ser melhores exploradas se houvesse mais investimentos do poder público. Não há um hospital sequer na capital fluminense que tenha condições de superar a Santa Casa de Barra do Piraí em localização, espaço físico ou acomodações.

Com dezessete apartamentos, cinquenta e seis leitos distribuídos em treze enfermarias, sete leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI), centro cirúrgico e salas para prestações de serviços de laboratório, raio X, tomografia computadorizada, hemodiálise, endoscopia digestiva, fisioterapia, mamografia, cardiologia e oftalmologia, isso sem citar as grandes áreas da Unimed e Polo de Emergência, a primeira, alugada pela diretoria do plano de saúde  e a segunda cedida gratuitamente para a Prefeitura de Barra do Piraí, a Santa Casa possui orçamento muito aquém daquele que poderia proporcionar a saúde dos sonhos barrenses.

Será que o poder público municipal não pode custear esta saúde tão sonhada?

Tenho  muitas dúvidas, ainda mais quando se descobre que um hospital com tais dimensões e tamanha importância possui acanhado faturamento médio mensal de R$ 650 mil contra uma despesa quase do mesmo tamanho, em torno de R$ 600 mil.

Com cento e sessenta funcionários divididos entre 70% na área de Saúde e 30% na administrativa, a Santa Casa gasta mensalmente cerca de R$ 280 mil entre salários, encargos e direitos trabalhistas; em materiais de consumo, alimentação, medicamentos, manutenção de aparelhos e diversos são mais R$ 100 mil; honorários médicos somam cerca de R$ 150 mil; mais parcelamento com a Light S/A no valor de R$ 23 mil; empréstimo bancário para pagar 13º salário com parcelas de R$ 10 mil; tarifa de energia elétrica na casa dos R$ 24 mil; conta de telefone R$ 3 mil; taxa de água 2 mil e só até aqui eu já somei R$ 592 mil, que não me parecem despesas astronômicas quando se ouve, lê e vê o prefeito dizer que vai tentar economizar R$ 1,2 milhão em aluguéis mensais, que muitas das vezes servem muito mais ao locador amigo do que ao locatário público.

As receitas em torno de R$ 650 mil mensais da Santa Casa são divididas entre repasses federais e municipais mais as receitas faturadas e não recebidas - cada mês faturado é recebido integralmente num prazo de 45 a 60 dias.

Essas receitas são provenientes das chamadas contratualizações do SUS (repasses federais); atendimentos pelos planos de saúde, terceirizados e particulares, que somados chegam a R$ 500 mil mensais em média, mais os repasses da Prefeitura de Barra do Piraí ao plantão (verba de sobreaviso de cirurgia) no valor de R$ 88 mil; UTI no valor de R$ 30 mil e oxigênio no valor de R$ 40 mil, total de R$ 158 mil.

Mas, o que são R$ 158 mil mensais para uma prefeitura que tentou no mês passado contratar um diretor por R$ 15 mil mensais só para colocá-lo dentro da Santa Casa como o suprassumo da gestão em hospitais?

O provedor, o gestor e a tesoureira disseram-me que não aceitaram a ingerência direta do poder público na gestão da Santa Casa, até porque a presença de um superdiretor sem investimentos não melhoria em nada os serviços prestados pelo nosocômio, que nada mais é do que uma palavra esquisita sinônimo de hospital.

O Polo de Emergência é um espaço físico cedido gratuitamente pela Santa Casa à Secretaria Municipal de Saúde, que administra e bem que poderia contar pra gente sobre os valores gastos por lá. Eu vou perguntar, mas, antes vou dar uma passada no Maria de Nazareth e Cruz Vermelha para saber quais são os valores que entram e saem mensalmente dos hospitais.

Com transparência fica mais fácil entender.

Ah... eu perguntei também sobre os índices de mortalidade na Santa Casa e fui informado que hoje eles se encontram no patamar de 2,89%, dentro do tolerado pela  OMS (Organização Mundial de Saúde). Só para vocês terem uma melhor ideia, no hospital Albert Schweitzer, no Rio, o mesmo índice é de 12,3%.

O paradoxo chamado Brasil 2

Ontem, quando questionei o paradoxo Brasil eu não estava questionando as palavras de um goleiro que só sabe jogar bola e mais nada, tampouco estava questionando as gozações dos torcedores, eu estava, apenas, tentando fazer o papel que os jornalistas brasileiros não fazem, porque seus interesses estão mais ligados aos ganhos financeiros dos veículos de comunicação do que com a função de cada um dentro da sociedade brasileira.

Este post é direcionado ao meu filho Felipe Souza de Castro, jornalista formado que me viu torcendo contra a seleção brasileira de 2002 com sérios questionamentos ao jornalistas esportivos, em sua maioria esmagadora, grandes contadores de estórias da carochinha.

Vejam a capa da Placar em 2002 e leiam a manchete falando que vencer a fraca Turquia roubado é mais gostoso.

Vergonha!